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A madrugada inquieta Invade-me, transformando E nasce algo novo Arranca sensações até então Adormecidas Escapa de mim palavras Traduzidas em poemas De tremores E medo escorre pela garganta Ferida O que atormenta? Me explica a calma do inverso A confusão que se alastra Perdido Só Encontro-me assim Inexplicavelmente volúvel Aprisionado, porém Sempre vacilando entre o real E a noite Sempre vacilando Coberto na cama Com suspiros vagos E a noite Sempre.
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